Endoscopia Respiratória

Broncoscopia Flexível

O que é?

A broncoscopia é a endoscopia das vias aéreas. Permite avaliar de forma direta e precisa a região interna da laringe, traqueia e brônquios.

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Para que serve a broncoscopia?

Na maioria das vezes, a broncoscopia é indicada para complementar o diagnóstico quando há suspeita de câncer brônquico ou pulmonar, mas também pode ser utilizada em outras ocasiões, tais como falta de ar sem causa aparente, eliminação de sangue ao tossir, inalação de corpo estranho, estenose (estreitamento) das vias aéreas e em alguns casos de infecções pulmonares, incluindo pneumonias e tuberculose.

 

Como o aparelho é utilizado? 

O fibrobroncoscópio é um aparelho fino, composto por fibras ópticas e um mecanismo que permite que ele se curve e alcance pontos distantes da via aérea. Ele é introduzido através do nariz do paciente até alcançar as vias aéreas distais, permitindo a visualização e a atuação no interior delas. Pode ser feito lavagem broncoalveolar para obter das vias aéreas menores amostras de células e bactérias do interior da árvore respiratória e contribui para diagnosticar alguns tumores ou infecções. O aparelho também permite a realização de biópsia brônquica, extraindo um fragmento de tecido suspeito. Em alguns casos, é possível realizar certos procedimentos terapêuticos.

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Como é feito o exame?

O paciente deve fazer um jejum de quatro a seis horas antes de uma broncoscopia. Em geral, não é necessário suspender os medicamentos que a pessoa está usando. Normalmente, o paciente que vai ser submetido à broncoscopia recebe algum sedativo e uma anestesia tópica por spray na base da língua e na orofaringe para minimizar o incômodo da passagem do endoscópio e abolir os reflexos próprios dessa região (vômitos, tosse, contrações, diminuição da frequência cardíaca).É um procedimento indolor e rápido (dura cerca de 20 a 30 minutos) e pode ser realizado no regime de hospital-dia, com o paciente sendo liberado para casa no mesmo dia.

 

Há riscos? Quais são ?

Os riscos de uma broncoscopia são pequenos. Durante o exame ou mesmo depois dele pode haver tosse e a anestesia da orofaringe pode provocar algum incômodo transitório. Pessoas com asma ou mais suscetíveis também podem desencadear crises de broncoespasmos ou dificuldade de respirar, porem facilmente reversível com uso medicações. O risco maior, quando é retirado algum fragmento tecidual para exame, é o extravasamento de ar para fora dos pulmões, gerando um quadro clínico chamado de pneumotórax, o qual exige providências médicas imediatas.

 

O que pode acontecer após o exame?

Caso seja necessária a coleta de materiais, biópsias ou líquido dos brônquios, pode acontecer de se observar febre após o exame, que cederá com uso de Dipirona (Novalgina) ou Paracetamol (Tylenol). A presença de tosse com discreto raios de sangue (hemoptise) também é comumente observado nas primeiras 48 horas após o exame, porém o sangramento é auto-limitado e com resolução espontânea. Avise seu médico se ela for recorrente. Pode ser o sinal de uma doença.

 

 

Broncoscopia Rígida

 

O que é?

A broncoscopia rígida difere da broncoscopia flexível na forma que é realizado o procedimento e no grau de sua complexidade. São pacientes selecionados cujo tratamento ou diagnostico não podem ser feitos pela broncoscopia flexível.

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Como é feito o exame?

Considerado um procedimento médico invasivo, que deve ser feito em um hospital ou clínica com instalações avançadas para fornecer o cuidado adequado e segurança ao paciente. Utiliza-se de um tubo rígido que é introduzido pela cavidade oral, passando pela laringe permitindo a visualização de toda arvore traqueobronquica principal. Procedimento realizado sob anestesia geral.

 

Suas indicações

Suas principais indicações estão nas dilatações e microcirurgias de estenoses (estreitamento) da laringe, traqueia e brônquios; na remoção de corpo estranho da via aérea principal (sem sucesso pela broncoscopia flexível); na colocação de próteses ou endopróteses na laringe, traqueia ou brônquios (stents); na desobstrução paliativa da traqueia ou brônquios invadidos por tumores de outros órgãos; e também no controle sangramentos volumosos das vias aéreas.

 

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