Deformidades torácicas

O pectus é a deforminade congênita da parede torácica mais comum, com uma taxa de incidência de 1:400 nascidos vivo, com um predomínio no sexo masculino (1:4). E esta patologia apresenta-se de duas formas: o pectus excavatum e pectus carinatun.

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O Pectus Excavatum é caracterizado pelo depressão do esterno, arcos costais e cartilagens costais.

 

 

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O Pectus carinatum é caracterizado pelo protrusão do esterno, arcos cosais e cartilagens costais.

 

O Pecuts, tanto o excavatum quanto o carinatun, tem diferentes formas de apresentação clínica. As alterações leve a moderadas, normalmente, são assintomáticas, ou seja, o paciente não apresenta nenhum sintoma ou queixa. Por outro lado, alterações severas da arquitetura da parede torácica podem comprometer a função cardíaca e pulmonar, causando uma piora na qualidade de vida.

Um número significativo de pacientes não tratados apresentam alterações psicológica negativas decorrente da alteração estética causada pela deformidade, evitando principalmente atividades física que dispensa o uso de camisa (natação, ir na praia). Sendo assim, o diagnóstico precoce e o tratamento/acompanhamento com um equipe médica especializada, torna-se fundamental.

 

Diagnóstico

História Clínica:

O paciente portador dessa patologia normalmente não apresenta nenhuma queixa sistêmica. Em casos mais severos, pode-se notar fadiga e falta de ar durante atividade física.

Exame Físico:

Nota-se alteração da posição do esterno e as cartilagens (protrusão ou depressão)

Exames de Imagem ( Rx Tórax e Tomografia de Tórax):

Ajudam na identificação e localização dos arcos costais afetados e do esterno. Além disso, são exames fundamentais para o planejamento cirúrgico, auxiliando na escolha da técnica cirúrgica.

 

Exames cardíacos:

Alguns pacientes portadores do Pectus apresentam alterações cardíacas. Sendo assim, torna-se fundamental uma avaliação complementar, à critério do médico (eletrocardiograma e/ou ecocardiograma)

 

Tratamento:

Na maioria dos casos, o tratamento para correção do defeito torácico é cirúrgico.

Técnica Ravitch (cirurgia convencional)

(Pectus Carinatum e Excavatum)
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Com uma incisão de aproximadamente 8 cm na parte anterior do tórax , teremos acesso ao esterno e cartilagens costais. O tempo principal desse procedimento é a remoção das cartilagens costais defeituosas e do esterno, como podemos exemplificar na foto a seguir.

Resultado pós-operatório

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Técnica Nuss (minimamente invasiva)

(Pectus Excavatum)

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Com a utilização do recurso da vídeo cirurgia, realizamos duas incisões de aproximadamente 3 cm na parte lateral do tórax para a introdução de uma barra metálica curva posteriormente ao esterno e anteriormente ao coração.

A barra metálica é fixada nos arcos costais , e permanece em média 36 meses, corrigindo assim o defeito da parede torácica.

 

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Resultado pós-cirúrgico